WikiBrands: sim, há algo novo sobre Marcas e Clientes.

Don Tapscott. Esse é o cara que juntou Estratégia Corporativa e Transformação Organizacional interligados com Cultura Digital, Web 2.0 e Geração Internet. Essas são as competências centrais de Don Tapscott, um famoso autor, escritor, pesquisador, palestrante e consultor especializado. Já publicou vários livros, estudos e pesquisas. Além disso, Don também organiza e fomenta novos estudos e novos pesquisadores.

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Recentemente, dois estudiosos que trabalharam com  ele, Sean  Moffitt e Mike Dover, escreveram o livro WIKIBRAND, totalmente baseados na obra de Tapscott, WIKINOMICS.

No livro WIKIBRANDS, os autores traçam uma breve história das marcas em seus cerca de 150 anos até chegar ao novo momento atual, o momento que eles chamam de “A Era das WikiBrands”.

O propósito aqui não foi fazer uma análise profunda da obra e nem mesmo um resumo ou fichamento, mas sim uma análise muito ampla (até superficial, eu diria) mas que possa fornecer uma visão com insigths de algumas reflexões abordadas pelos autores.

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Segundo eles, marcas novas e antigas, estão aprendendo agora mesmo a co-criar esforços conjuntos com os seus clientes. Isso é o novo elemento que caracteriza “A Era das Wiki Brands”.

No resumo da ópera da visão geral de Sean Moffitt e Mike Dover, os pontos históricos são esses:

  1. Lá pelos anos de 1860, a marca era uma designação de POSSE.
  2. Entre 1860 e 1920 ela virou um tipo de grife, um sinal de alta QUALIDADE.
  3. No mercado de massa, entre 1920 e 1980, virou um SINAL DE ASSOCIAÇÕES POSITIVAS.
  4. No mercado Pós-Massivo, entre 1980 e final dos anos 90, SINAL DE ATRIBUTOS POSITIVOS.
  5. No ano 2000, marca de Devoção: SINAL DE VALORES, HISTÓRIAS E DESIGN INSPIRADORES.
  6. Agora e daqui para a frente: SINAL DE INTERAÇÃO.

Esses momentos da História das Marcas teria implicação direta gerando as conclusões:

  1. Marca era algo que as pessoas COMPRAVAM
  2. Marca era algo em que as pessoas CONFIAVAM
  3. Marca era algo que as pessoas DESEJAVAM
  4. Marca era algo que as pessoas PREFERIAM
  5. Marca era algo que as pessoas AMAVAM
  6. Algo agora é algo que as pessoas PARTICIPAM.

Porque os dois autores concluíram que as marcas evoluíram e chegaram ao ponto em que chegaram:

  1. Ocorreram mudanças fundamentais na Gestão de Marcas, coincidindo com grandes mudanças nas condições das mídias, das comunicações e dos mercados. As empresas foram mudando as formas de gerenciar as marcas.
  1. As mudanças nas marcas, sempre foram reação a algum tipo de escassez. Lá no passado era escassez de CAPITAL, de CANAIS DE DISTRIBUIÇÃO, de MERCADOS, de DISPONIBILIDADE DE MÍDIA, de DISPONIBILIDADE DE ESPAÇOS DE PRATELEIRAS. Mas, agora, é escassez de TEMPO DE ATENÇÃO e até de CONFIANÇA DO CONSUMIDOR.
  1. Em todas as Eras de Mudanças, algumas marcas saem vencedoras e outras são as perdedoras. As vencedoras se adaptam as mudanças antes que seja tarde demais. Aparecem as ascensões e as quedas meteóricas de algumas marcas e de suas empresas.
  1. Cada Era e cada período desses, surgem os destaques com gerações distintas, como TRIBOS com traços culturais comuns que predominam sobre a cultura de uma época: as MELINDROSAS e os RICOS IMORAIS dos LOUCOS ANOS 20, os BABY BOOMERS LIBERAIS, o HIPPIES PREGADORES DO AMOR LIVRE, a anticorporativa GERAÇÃO X e a nova e colaborativa GERAÇÃO DIGITAL (também chamadas de Geração Y ou MILLENIALS.

Segundo os autores, basta pensar nos conceitos, produtos e expressões sociais que foram destaques na primeira década desse século XXI:

  • No ano 2000, surge a expressão BUZZ MARKETING. Surge o NAPSTER.

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  • No ano 2001, surge as expressões como MARKETING VIRAL, EXPERIÊNCIA DO CONSUMIDOR e foi lançado o I-POD.

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  • No ano de 2002 surge a expressão MARKETING DE INFLUÊNCIA.
  • No ano de 2003 é lançado o I-Tunes.

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  • No ano de 2004 surgem as expressões WIKI, BLOGS e CROWDSOURCING.
  • No ano de 2005 explode o YOU TUBE, os VÍDEOS BLOGs ou V-LOGS e os BLOGS CORPORATIVOS.
  • No ano de 2006 surgem MY SPACE, os POD CASTS, as MIDIAS SOCIAIS, os mundos virtuais como o SECOND LIFE e as REDES DE CONHECIMENTOS.

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  • No ano de 2007 surgem o FACEBOOK, o I-PHONE e nasce o PATROCÍNIO DOS BLOGUEIROS.

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  • No ano de 2008 surge os APPS, os MUSHUPs, os Softwares SAS, OBAMA vende as eleições com a força das REDES SOCIAIS e surge também o SOCIAL BANKING.

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  • No ano de 2009 surgem a NUVEM, o TWITTER, os MICROBLOGS e o OPEN ID.
  • No ano de 2010 mais APPS de destaque, como WAZE, o FOURTSQUARE, o GEOTAGGING, os I-PADS e TABLETS, a REALIDADE AUMENTADA e a INTERNET TV.

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  • Depois do ano 2010, surgem as PLATAFORMAS.

Na realidade, essas coisas todas foram MEGA TRANSFORMAÇÕES de alto impacto. Os conceitos antes estáticos ficaram todos fluidos.

Segundo os autores, não sobrou pedra sobre pedra do velho mundo e da gestão COMANDO E CONTROLE. Foi o fim do marketing da unilateralidade. Agora tudo é bilateral e o cliente é, ao mesmo tempo, o centro das atenções e a parte vital da participação e interação.

Ou as marcas interagem, colaboram e adotam um estilo conversacional, ou estão fora do jogo. Mas, do lado positivo, dizem ainda os autores, muitas marcas novas e antigas já estão aprendendo agora mesmo a co-criar esforços conjuntos com os seus clientes.

Fica então as pegunta para reflexão:

Sua marca ainda faz DIVULGAÇÃO E PROPAGANDA, como nos anos 60, 70 e 80, ou já está começando a fazer INTERAÇÃO?

Sua marca ainda CRIA E DESENVOLVE NOVOS PRODUTOS como se fazia no século passado ou busca aproveitar e otimizar A CAPACIDADE INSTALADA de modo colaborativo, como fazem o UBER e o AIRBNB?

Na verdade, quando olhamos para essas datas e para esses fatos fica uma sensação estranha e podemos dizer: “PUXA VIDA, PARECE QUE FOI ONTEM!!!”

Mas não podemos, de modo algum, parar por aí. Temos que questionar:

O quanto sua marca está SINTONIZADA com esses 17 anos do século XXI?

Sua marca já entrou para o SÉCULO XXI ou permanece no SÉCULO XX?

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Texto de: Augusto Nascimento, Consultor de Branding e Marketing da Innovax-BBI Consultoria, do Grupo BBI. Ficam autorizadas cópias para fins de divulgação um-a-um (exceto publicação), desde que citado este site como fonte, bem como o autor do artigo. Para contatar o autor, ligue para (11) 2338.4939 ou então envie mensagem através do formulário deste site.