O “INBOUND MARKETING” é novidade nas publicações da HSM, EXAME, PropMark e M&M. Mas você sabe de onde ele veio?

1- A Expressão INBOUND MARKETING foi inventada no MIT dos EUA em 2005, mas o seu método é bem mais antigo…

A expressão INBOUND MARKETING, criada em 2005, vem fazendo muito sucesso. Brian Halligan e Darmesh Shah,  dois estudantes do MIT- Massachusetts Institute of Technology, foram seus criadores durante a época em que eram alunos. Quando um deles, Darmesh, começou a estudar a eficácia de Marketing, acabou descobrindo que algumas estratégias davam melhor resultados que outras. Agrupou essas estratégias em dois blocos e comparou-as. Concluiu que algumas correspondiam ao marketing e propaganda tradicionais, que ele classificou como “estratégias do tipo MEGAFONE”, como se as empresas “gritassem” com os clientes em potencial tendo em mãos um megafone. E agrupou as outras como sendo“estratégias do tipo IMÔ, que atraíam consumidores para si, devido ao uso de uma mensagem ou conteúdo que eles desejavam ou com os quais se identificavam. Assim, Darmesh deu o nome de OUTBOUND MARKETING para o primeiro grupo e INBOUND MARKETING para o segundo grupo. E passou a considerar “mero desperdício” qualquer ação, qualquer mídia e qualquer tipo de construção de marca ou mesmo qualquer coisa em Marketing, que não seguisse a cartilha do INBOUND, o que é, sem dúvida, um enorme equívoco.

Além do expressão INBOUND MARKETING, eles criaram também o Software e a Plataforma HUBSPOT e a colocaram na internet, na nuvem.E, por fim,  em 2010 escreveram  e lançaram o livro que tornou-se uma sensação entre os profissionais de Marketing, especialmente os mais ligados ao Marketing Digital. O título do livro  é “INBOUND MARKETING: SEJA ENCONTRADO USANDO O GOOGLE, A MÍDIA SOCIAL E OS BLOGS”. O livro foi traduzido para várias línguas e lançado em muitos países. Eles passaram a escrever artigos e a dar palestras sobre o tema não só nos Estados Unidos, mas em cidades por todo o mundo.

Os criadores do termo INBOUND MARKETING e fundadores da Plataforma HUBSTOP e da empresa, também chamada HUBSPOT, e a capa do livro “INBOUND MARKETING: SEJA ENCONTRADO USANDO O GOOGLE, A MÍDIA SOCIAL E OS BLOGS”

Os criadores do termo INBOUND MARKETING e fundadores da Plataforma HUBSTOP e da empresa, também chamada HUBSPOT, e a capa do livro “INBOUND MARKETING: SEJA ENCONTRADO USANDO O GOOGLE, A MÍDIA SOCIAL E OS BLOGS”

A visão e os feitos de Halligan e Shah caíram como uma luva para os novos especialistas em Marketing Digital e, como eles estavam ávidos por alguma “teoria” que demonstrasse sua superioridade sobre os “publicitários criativos, a quem passaram chamar de publicitários meramente criarivos e sem compromisso com métricas e com ROI, fatos esses que rapidamente transformaram  Halligan e Shah em autoridades de conhecimento e experts em INBOUND MARKETING no mundo inteiro.

A plataforma HUBSPOT foi lançada com preços entre US$ 800 a US$ 2.400, por usuário empresarial, com alguns custos adicionais, dependendo da quantidade de recursos a serem usados e também do espaço ocupado no datacenter da Hubspot nos EUA.

Como tudo que faz sucesso rápido gera rapidamente competidores e alternativas, elas logo apareceram: no Brasil, nasceu em 2009, a Plataforma RD STATION da empresa RESULTADOS DIGITAIS. É uma Plataforma muito similar ao HUBSPOT, só que em português e com preços em real e não em dólar. E o fato de estar em português e ter suporte também em português, favoreceu muito e o crescimento parece ser também muito grande.
Resultado: o RD Station também é um sucesso de adesão e de captação de clientes. E devido a isso, todo dia novas pessoas estudam nos próprios eBooks dos interessados e aprendem a usar tais plataformas e, mesmo sem saber, passam a fazer parte de uma enorme horda de especialistas-fundamentalistas em Inbound Marketing que detratam publicamente aquilo que chamam de Marketing Tradicional ou Outbound Marketing…

Mas a coisa não ficou por aí. Surgiu também uma opção “open source”:  nasceu a plataforma MAUTIC, muito similar às outras duas, mas sem custo algum. MAUTIC é um plataforma originalmente em língua inglesa e ninguém precisa pagar nenhuma licença para usá-la, pois ela foi lançada na categoria de softwares open source, aqueles que teoricamente são gratuitos. As empresas podem pegá-la e instalá-la em seus servidores próprios em nuvem ou internos, sem pagar absolutamente nada por ela. Precisam apenas de gente com conhecimento na Plataforma. E, como alternativa, os criadores da MAUTIC também abriram a plataforma na nuvem cobrando uma taxa de apenas US$ 12 por usuário.

As marcas e os domínios dos websites das três principais Plataformas de INBOUND MARKETING. A primeira é paga em Dólares, a segunda é paga em Reais e a terceira é Grátis (open source).

As marcas e os domínios dos websites das três principais Plataformas de INBOUND MARKETING. A primeira é paga em Dólares, a segunda é paga em Reais e a terceira é Grátis (open source).

Não demorou muito para alguém aqui no Brasil tornar-se parceiro da plataforma MAUTIC : quem assumiu esse papel foi um profissional por quem tenho admiração, chamado Rodrigo Demétrio. Ele fez um acordo com o criador da Plataforma MAUTIC americana e hoje é o representante oficial da MAUTIC no Brasil. Ele iniciou a tradução da Plataforma (que hoje está mais de 90% traduzida para o Português do Brasil ). Assim, a MAUTIC já está em mais de 20 países e já está traduzida para a maioria das linguas mais faladas no mundo.

Quando perguntamos ao Demétrio qual a vantagem da MAUTIC sobre os competidores, a original HUBSPOT e a brasileira RD STATION, ele logo diz:
 “Primeiro, é  que a Plataforma ou software MAUTIC é Open Source.Desse modo, qualquer empresa que deseja utilizá-lo não tem que fazer nenhum investimento. Os gastos são muito baixos, mas tão baixos, que as empresas lançam como pequena despesa”.

“Além disso continua Demétrio –  Hubspot e RD Station são plataformas na nuvem. Não há outra opção de uso a não ser manter os dados nas plataformas deles. As empresas que desejam manter seus dados em absoluto sigilo não conseguem isso, nem com Hubspot e nem em RD Station. Só com a MAUTIC isso é possível. O sotfware MAUTIC pode ser instalado dentro de um PROVEDOR da empresa cliente, de modo que os dados somente serão acessíveis aos funcionários da empresa usuária MAUTIC. Com a Hubsport e com a RD Station, a empresa usuária fica “refém” do fornecedor. Só existe aquela opção de uso na nuvem. Com o MAUTIC a empresa ganha total  independência, total liberdade e –  como ocorre com muitas empresas –  há também o ganho de SEGURANÇA da Informação”.

O Demétrio está corretíssimo. Seja verdade ou não, que ter o software em casa dá mais segurança, o fato é que, para muita gente, isso dá mesmo MAIOR SENSAÇÃO DE SEGURANÇA, MAIOR PERCEPÇÃO DE SEGURANÇA.

A comunidade do MAUTIC aberta na Facebook há mais ou menos um ano já tem mais de 1.700 pessoas participantes que se inscreveram para conhecer melhor e para vir a utilizar o MAUTIC.

Fato: são três plataformas similares e, como diria Theodore Levit, todas as três atendendo os requisitos do PRODUTO GENÉRICO. Alguma dessas três talvez avance mais e crie um DIFERENCIAL DE MARCA expressivo e que corresponda à desejabilidade dos clientes potenciais. Isso novamente nos lembra ainda Levit: “quando os produtos genéricos são muito similares, então o PREÇO acaba sendo o fator de decisão de adesão ou compra”. Os clientes potenciais não são burros: porque pagariam mais caro por algo que faz exatamente a mesma coisa?  Levit chama isso de COMODITIZAÇÃO do Produtos e de Marcas. Um dia, quando os “especialistas em Inbound Marketing estudarem mais, provavelmente compreenderão isso.

2- O INBOUND MARKETING conquistou a mídia de negócios e marketing do Brasil sendo notícia no Meio&Mensagem, no PROP MARK e na revista de negócios EXAME e HSM Management. O nome é novo, mas o seu método foi criado há mais de um século

Essa discussão está ainda começando por aqui. No Brasil, as revistas e portais de notícias e análises de marketing e branding já estão tratando da novidades INBOUD MARKETING, publicando vários tipos de matérias e dando espaço para os “novos especialistas”.

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Em junho de 2015, o MEIO E MENSAGEM fez uma matéria falando que não se explorava Marketing de Conteúdo, um dos Sub-conjuntos de conhecimentos do Inbound Marketing. Tal matéria foi apoiada em uma pesquisa da Empresa ROCK CONTENT e nela se falava também sobre INBOUND MARKETING.
Na metade de 2016, o Jornal PROP MARK trouxe uma matéria sob o título “OUTBOUND MARKETING OU INBOUND MARKETING?”.

Nessa mesma época, a Revista EXAME também publicou matéria sobre o tema, com o título “NA CRISE, INVISTA EM MARKETING DE UMA FORMA DIFERENTE; CONHEÇA O INBOUND MARKETING”.

Por fim, a Revista HSM Management fez uma longa matéria sobre o tema, inclusive abordando tanto o INBOUND MARKETING quanto o OUTBOUND MARKETING, considerado como o jeito tradicional de fazer Marketing e tentar vender, usando Colds Calls, ou chamadas frias de vendas por telemarketing.

Uma edição da REVISTA HSM (3) trazia na capa o tema VENDAS 2.0 e destacava os métodos de INBOUND MARKETING. A marca HSM detém alta credibilidade junto aos Dirigentes de Empresas. Ela surgiu em 1987 com Eventos Executivos (1) mas logo se consolidou com a Expo-Management. Depois, lançou a Revista HSM Management. Finalmente, lançou sua editora de livros de negócios (4). A Empresa ÂNIMA EDUCAÇÃO (5) é a atual dona da HSM, cujo Portfólio de Negócios inclui a HSM e também as faculdades e universidades UNIMONTE, UNA, UNIBH e SÃO JUDAS

Uma edição da REVISTA HSM (3) trazia na capa o tema VENDAS 2.0 e destacava os métodos de INBOUND MARKETING. A marca HSM detém alta credibilidade junto aos Dirigentes de Empresas. Ela surgiu em 1987 com Eventos Executivos (1) mas logo se consolidou com a Expo-Management. Depois, lançou a Revista HSM Management. Finalmente, lançou sua editora de livros de negócios (4). A Empresa ÂNIMA EDUCAÇÃO (5) é a atual dona da HSM, cujo Portfólio de Negócios inclui a HSM e também as faculdades e universidades UNIMONTE, UNA, UNIBH e SÃO JUDAS

Para ser mais atrativa sobre o tema, a Revista HSM deu sua capa para o tema, chamando-o de VENDAS 2.0.

Acredito que a Revista HSM Management tenha feito a matéria mais clarificadora sobre o tema, com conteúdos sobre INBOUND MARKETING, conteúdos sobre PREDICTABLE LEADS e outros temas dos mais atuais em Vendas 2.0.

No final, a matéria da Revista conclui que o adequado é que as empresas considerem que o melhor mesmo é usar os conhecimentos e práticas dos dois mundos, e recomenda: “Use o Outbound Marketing e também o Inbound Marketing”- Os dois, combinados, dão os melhores resultados”.

3- Quem nasceu antes, o Outbound Marketing (o ovo) ou Inbound Marketing ( a galinha)? Ora, o método do Inbound Marketing nasceu em 1876 pelas mãos da SEARS, como filhote do velho Marketing Direto.

Eu costumo dizer que: “O tataravô do Inbound Marketing é o velho Marketing Direto com Banco de Dados. E a tataravó é a Comunicação Educativa”.

E explico: em 1971, quando começei a trabalhar no Mappin, na divisão de Venda por Catálogo, tínhamos muitos treinamentos e leituras sobre MARKETING DIRETO. Meu antigo chefe, Márcio Ribeiro, estimulava para que lessemos tudo o que fosse possível sobre a HISTÓRIA DA SEARS americana, bem como o livro do BOB STONE, entre outros textos de marketing direto dos EUA publicados entre 1900 a 1960. Ali, aprendi coisas que não eram ensinadas nas faculdades brasileiras. Ali, começei a conhecer aspectos do Marketing que hoje são chamados de INBOUND MARKETING. Ali, aprendi que aquilo que hoje é chamado de INBOUND MARKETING é somente um dos métodos do Marketing Direto.

Naquela época havia uma disputa conceitual sobre MARKETING DE MASSA versus MARKETING DIRETO, que é algo muito similar a atual disputa entre OUTBOUND MARKETING e INBOUND MARKETING. Não são exatamente as mesmas coisas, até porque hoje existem novas tecnologias e existe internet, mas os princípios são os mesmos.

A SEARS americana publicava anúncio em revistas para ATRAIR determinados segmentos de público, com títulos como: “Quer ter uma casa pré-fabricada pronta em 60 dias?” E o corpo do anúncio explicava como conseguir isso com apoio da SEARS. Para conseguir saber mais, era necessário preencher um cupom (que hoje seria uma Landing Page) pedindo que a SEARS enviasse via correios o Livreto (hoje seria um eBook) com o título “COMO TER UMA CASA PRÉ-FABRICADA EM 60 DIAS”. O livreto era enviado ao consumidor potencial junto com um catálogo com mais 100 modelos de casa pré-fabricada. O potencial consumidor que morava em qualquer cidadezinha americana podia então fazer uma compra pelo catálogo e receberia os pacotes com OS PEDAÇOS DA CASA DE SEU SONHO. Ele teria que contratar apenas uma mão-de-obra local para MONTAR a casa. Ou então, adotava o estilo FAÇA VOCÊ MESMO e montava a sua casa.

A venda por Catálogo da SEARS selecionava várias “personas” através de anúncios em Revistas, Jornais, Rádio e até TV.

Eram feitos anúncios para NOIVAS, para JOVENS CASAIS, para CASAIS MADUROS, para PEQUENOS COMERCIANTES, para ESCOLAS , para AMANTES DE MÚSICA CLÁSSICA, para AMANTES DE JAZZ, sobre ROUPAS E CALÇADOS, etc etc etc. (Hoje, o pessoal de Inbound Marketing chama isso de “criar personas” mas a SEARS chamava esse processo de visualizar concretamente “consumidores símbolos de cada um dos  segmentos de público-alvo”). Era o antigo Marketing Direto usando o processos de atrair e converter em duas etapas ou “two steps”, que hoje são ATRAÇÃO e CONVERSÃO, partes do Funil de Vendas de um processo de Inbound Marketing.

No ano de 1986, minha agência estava nascendo (110 anos depois da SEARS ter criado o método e 129 anos antes de Brian Halligan e Darmesh Shah criarem a expressão Inbound Marketing) e, como tínhamos um bom nível de conhecimento, fizemos um projeto para o Centro Auditivo SIEMENS, usando o método:

1)- Em 1986, o C.A. SIEMENS estava em terceiro lugar no “ranking” das empresas que vendiam Aparelho Auditivo, e seus anúncios falavam sobre a Qualidade e Tecnologia dos Aparelhos Alemães da SIEMENS.

2)- Falamos com o Diretor da área na SIEMENS e mostramos a ele que, segundo a Organização Mundial de Saúde, havia no Brasil cerca de 15 milhões de pessoas com algum grau de perda auditiva que poderiam comprar um aparelho auditivo. E que o grande número de consumidores potenciais estava entre CRIANÇAS pequenas e IDOSOS. Cerca de 40% eram CRIANÇAS com problemas auditivos que, nem os pais e nem os professores sabiam que elas tinham esse problema. E os demais 60% eram IDOSOS que, com o envelhecimento natural, têm um perda de audição progressiva. Mostramos ao diretor que era preciso parar de fazer MARKETING DE PRODUTO e começar a fazer MARKETING DE CLIENTES. Por fim, ele aceitou trabalhar conosco num projeto para ATRAIR os públicos certos e depois CONVERTÊ-LOS em compradores do aparelho auditivo. Faríamos isso usando MARKETING DIRETO e BANCO DE DADOS.

3)- Para ATRAÇÃO, primeiramente, fizemos a campanha “O MAIOR PROBLEMA AUDITIVO ERA A FALTA DE INFORMAÇÃO”, onde a SIEMENS oferecia todas as informações e dicas sobre problemas auditivos e suas soluções.  A campanha era composta de ANÚNCIOS CUPONADOS PARA ATRAÇÃO, que buscavam atingir as FAMÍLIAS onde haviam CRIANÇAS e onde haviam IDOSOS com potenciais problemas auditivos. Bastava que os leitores das revistas preenchessem os CUPONS com os seus dados pessoais, colocassem dentro de um envelope e postassem via correios ao C.A.SIEMENS.

Quando esses cupons chegavam na SIEMENS, eram abertos e digitados em um Banco de Dados e, na sequência, ela enviava uma Mala-Direta para a pessoa do cupom, contendo um Livreto e uma Carta de Boas-Vindas (o tal do Welcome Package do marketing direto) ao Clube Siemens da Boa Audição.

O ANÚNCIO publicado em REVISTAS dizia já no título que O MAIOR PROBLEMA AUDITIVO ERA A FALTA DE INFORMAÇÃO, mas agora não é mais, pois a Informação está disponível, bastando pedir o livreto Grátis. O anúncio se mostrava como uma peça da CAMPANHA DE UTILIDADE PÚBLICA promovida gentilmente pela SIEMENS, uma empresa mundial que faz pesquisas sérias em problemas auditivos. A CAMPANHA era aberta a toda a população, mas os públicos-alvos principais eram os IDOSOS e CRIANÇAS, que representam a maior fatia de mercado para Aparelhos Auditivos no mundo todo.

O ANÚNCIO publicado em REVISTAS dizia já no título que O MAIOR PROBLEMA AUDITIVO ERA A FALTA DE INFORMAÇÃO, mas agora não é mais, pois a Informação está disponível, bastando pedir o livreto Grátis. O anúncio se mostrava como uma peça da CAMPANHA DE UTILIDADE PÚBLICA promovida gentilmente pela SIEMENS, uma empresa mundial que faz pesquisas sérias em problemas auditivos. A CAMPANHA era aberta a toda a população, mas os públicos-alvos principais eram os IDOSOS e CRIANÇAS, que representam a maior fatia de mercado para Aparelhos Auditivos no mundo todo.

O livreto que criamos era uma das peças da Campanha. Seu título: “OUVIR MELHOR EM QUALQUER IDADE”. Ele, como já dissemos, era oferecido através de Anúncios que veiculamos em diversas Revistas e Jornais. Este livreto, na época chamavámos de LITERATURA DE CONVERSÃO. Era esse o nome que o Marketing Direto dava para esse tipo de material, desde 1876. Hoje, os “especialistas de Inbound Marketing” chamam-no de “Instrumento de CONVERSÃO”. Apesar de os nomes serem diferentes,  a finalidade dele ainda é a mesma: CONVERTER uma pessoa, que antes não sabia de algo e que, após a leitura, passa a saber e ter melhores condições de comprar. Nosso livreto tinha 32 páginas, com muito conhecimento para elevar o nível do leitor, que antes tinha apenas UM SENSO COMUM e que depois da leitura passa a ter UM NÍVEL ELEVADO E PROFUNDO DE CONHECIMENTO. Passa a ter melhores condições de tomar boas decisões sobre comprar ou não comprar um produto para resolver “uma dor ou problema” real que tenha.

O Inbound Marketing renomeou as técnicas do velho Marketing Direto: No FUNIL DE VENDAS, usa-se a uma fase para CONVERTER e outra fase para NUTRIR. No caso citado do C.A.SIEMENS de 1986, fizemos um LIVRETO para “CONVERSÃO” e criamos o “Clube da Boa Audição”, que enviava o jornal QUEBRANDO O SILÊNCIO com a função de “NUTRIR OS LEADS”.

O Inbound Marketing renomeou as técnicas do velho Marketing Direto: No FUNIL DE VENDAS, usa-se a uma fase para CONVERTER e outra fase para NUTRIR. No caso citado do C.A.SIEMENS de 1986, fizemos um LIVRETO para “CONVERSÃO” e criamos o “Clube da Boa Audição”, que enviava o jornal QUEBRANDO O SILÊNCIO com a função de “NUTRIR OS LEADS”.

Além disso, fizemos um grande trabalho de ASSESSORIA DE IMPRENSA com fotos da capa do livreto e explicações sobre ele, que enviamos para revistas e jornais juntamente com releases explicando como PEDIR O LIVRETO GRÁTIS. Os jornais e revistas, percebendo que era uma campanha de utilidade pública, publicaram as matérias sobre o livreto grátis.

Utilizamos ASSESSORIA DE IMPRENSA, ao mesmo tempo, como ferramenta para fazer MARKETING DE ATRAÇÃO de pessoas que queriam receber mais informações e, também, como ferramenta de MARKETING DE CONTEÚDO para divulgar a Campanha de Esclarecimento Público com a assinatura da SIEMENS, como marca patrocinadora daquele serviço sem custo.

Utilizamos ASSESSORIA DE IMPRENSA, ao mesmo tempo, como ferramenta para fazer MARKETING DE ATRAÇÃO de pessoas que queriam receber mais informações e, também, como ferramenta de MARKETING DE CONTEÚDO para divulgar a Campanha de Esclarecimento Público com a assinatura da SIEMENS, como marca patrocinadora daquele serviço sem custo.

O resultado disso, em alguns meses, foi a estruturação de um Banco de Dados de famílias clientes potenciais de cerca de 12.000 nomes, sendo 40% famílias com CRIANÇAS e 60% de famílias com IDOSOS.

Enviamos os livretos “OUVIR MELHOR EM QUALQUER IDADE” para todas essas famílias e, junto com o livreto elas receberam a informação de que estavam automaticamente inscritas no CLUBE SIEMENS DA BOA AUDIÇÃO e que, por isso, receberiam a cada dois meses um exemplar do “JORNAL QUEBRANDO O SILÊNCIO”, uma newsletter que trataria da questão dos problemas de audição, dos preconceitos sofridos pelos portadores de deficiência auditiva, e como encontrar a solução para o filho ou para o avô. Também seguia, no pacote, um CONVITE para visitar uma loja do CENTRO AUDITIVO SIEMENS e fazer gratuitamente uma consulta ou diagnóstico do grau de perda auditiva.

Em seis meses, o fluxo de pessoas nas Lojas subiu mais 300% e as vendas de aparelhos auditivos deslancharam, o que levou o C.A. SIEMENS para o primeiro lugar no “ranking” setorial.

As pessoas da família que entrava para o CLUBE SIEMENS DA BOA AUDIÇÃO eram indicadores entusiastas de novos membros para o Clube, o que é indicativo claro de que AS FAMÍLIAS QUE TÊM ALGUÉM COM PROBLEMA AUDITIVO conhecem outras famílias que têm o mesmo problema. Em menos de 3 anos, o Banco de Dados estava com mais de 50 mil famílias cadastradas, das quais boa parte virou cliente e comprou aparelho auditivo da SIEMENS. O envio bimestral do jornal QUEBRANDO O SILÊNCIO fazia a NUTRIÇÃO dos Leads ou um relacionamento pré-venda.

4- Veio a fase seguinte do projeto: Dividimos o ano em três ciclos ou três quadrimestres.
E passamos a fazer a CAMPANHA AMPLA a todas as famílas por quatro meses do ano. Fizemos, durante quatro meses do ano, campanhas com ANÚNCIOS e ASSESSORIA DE IMPRENSA focada em CRIANÇAS e pais. E nos outros quatro meses restantes, focamos os ANÚNCIOS E ASSESSORIA DE IMPRENSA nos IDOSOS e suas famílias.

Foram 8 anos de trabalho, de 1986 a 1994, entre a nossa agência e o Centro Auditivo SIEMENS até que, por uma decisão de política de negócios, a SIEMENS da Alemanha decidiu vender todos as suas unidades de Aparelhos Auditivos do mundo. O trabalho foi então encerrado nessa fase, mas os compradores do C.A.SIEMENS do Brasil continuam o trabalho criado pela nossa agência.

Não chamavamos isso de INBOUND MARKETING e não existia INTERNET. Mas foi um grande projeto de MARKETING DE ATRAÇÃO E CONVERSÃO DE CLIENTES para dentro do FUNIL DE VENDAS. Essa sempre foi a essência do MARKETING DIRETO, que – creio eu – agora tem outro nome: INBOUND MARKETING.

Pegar coisas que já existiam e renomeá-las, por sua própria ignorância ou desconhecimento, não é CRIAR NOVOS CONHECIMENTOS. O que há de real novidade no Inbound Marketing são todas as possibilidades criadas pela Internet e pelos meios digitais.

Assim, dizer que o INBOUND MARKERTING é a grande novidade do Marketing me faz lembrar que algumas tribos americanas mudavam o nome de cada índio, como se ele fosse uma pessoa diferente a cada momento da vida.  Seus nomes podiam mudar, de Bezerro Risonho para Novilho Curioso, para Boi Brigão, para Touro Guerreiro e finalmente para Touro Sentado.  Mas, recomendo que você não se preocupe tanto em DAR NOMES AOS BOIS, pois em Marketing, mais importante que “dar o nome aos bois” é saber FAZER UM BOM CHURRASCO ou saber apreciar O SABOR DA PICANHA.

Por fim, confesso: “Não sei qual será o PRÓXIMO NOME do MARKETING VENDEDOR, mas sei que sua função continuará sendo ATRAIR E CONVERTER PROSPECTS EM CLIENTES”.

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Texto de: Augusto Nascimento, consultor de Branding e Marketing da Innovax-BBI Consultoria, do Grupo BBI. Ficam autorizadas cópias para fins de divulgação um-a-um (exceto publicação), desde que citado este site como fonte, bem como o autor do artigo. Para contatar o autor, ligue para (11) 2338.4939 ou então envie mensagem através do formulário deste site.