Digital Branding: a vez do “mSite” com a explosão da Mobilidade

1-Como é sua propaganda? Como é  seu Website?  Sua empresa já tem um “mSite” ?

Houve um tempo, muito antigo, que a Propaganda era impressa e estava nos Jornais e Revistas. Depois veio o Rádio e a TV.
A televisão deu nobreza e importância para as marcas. Era muito caro anunciar em TV e somente as grandes empresas podiam se dar ao luxo. Mas a TV cresceu e hoje, no mundo estima-se que existam cerca de UM BILHÃO E MEIO DE APARELHOS DE TV. Os jornais e rádios estão minguando e – mesmo que não desapareçam – perdem sua importância.

Nos anos 90 chegou a Internet e, num primeiro momento, a onda era fazer um website, como se fosse um folheto institucional. As empresas tinham que ter um website, do mesmo modo que tinham um endereço físico e um número de telefone.imprescindíveis
Nos primeiros tempos da Internet, as empresas procuravam mostrar todos os seus conteúdos em um único website. Então os sites ficavam entulhados de produtos, cheios de informações corporativas, cheios de literatura e manuais de produtos entre outros conteúdos.  Além disso, as empresas colocam os conteúdos dirigidos a TODOS os seus mercados, segmentos e setores. Se uma empresa tinha algo para o Setor de Construção, tinha outra coisa para o Setor Industrial e ainda, uma outra oferta para o Consumidor Final, ela fazia questão de que tudo estivesse dentro de seu website, com um linguagem uniforme para todos os públicos. O fato era: as empresas insistiam em “controlar” sua imagem ou branding digital, submetendo qualquer tema à aprovação dos Guide Lines e Manuais de Conformidade.
Isso era aceitável nos tempos de início da Internet, especialmente nos primórdios de www, a web. Naquela época não existiam Redes Sociais, o Google estava na primeira infância e não havia nem Smarts Phones e os APPs ou Aplicativos não eram nem mesmo sonhados por ninguém.
Ao lado e simultaneamente com o crescimento das Mídias Digitais, a forma de fazer Marketing Digital também evoluiu. No começo nem era mesmo necessário fazer um WebSite. A maioria das pessoas não poderiam ver e nem acessar. Eram feitos CD ROMs e disquetes com cópias ou réplicas dos Websites. Essas coisas eram enviadas via Mala Direta para os clientes, de modo que eles pudessem acessar as mensagens contidas nos Diquetes e CD ROMs. Nossa Agência, no início de 1996 o primeiro Website do Jornal Meio&Mensagem, mas tivemos que colocá-lo dentro de um disquete e então enviar aos leitores do Jornal.

Com a evolução da Internet e da Internet comercial, lá pelo ano de 1996/97, os Websistes passaram a ser imprescindíveis. Agora fazer Marketing Digital significava fazer e publicar um website e fazer uma ou outra campanha de eMail marketing. O eMail praticamente substituía a Mala Direta. Com o website, em tese, estava resolvido o assunto da OCUPAÇÃO DE UM ESPAÇO SOCIAL para a empresa. Ter o website publicado na Internet era equivalente a ter um  endereço físico conhecido e ter um número de telefone para contatos.
O acesso a Internet, no começo era discado e só muito tempo depois ela virou conexão direta via rede, via fibra óptica, para uma navegação mais rápida e mais funcional. Os primeiros navegadores web foram o MOSAIC, depois o NETSCAPE e o EXPLORER. Hoje o navegador dominante é o CHROME do Google e o FIREFOX.
Enfim, quem não tinha essas duas coisas (Website, Campanhas de eMail marketing) praticamente não existia. O eMail era uma ferramenta que ocupava o lugar da Mala Direta, que antes era IMPRESSA em uma gráfica e distribuída pelos CORREIOS. Agora a peça do eMail deveria ser criada mas ele não seria mais impresso e nem seria entregue pelos carteiros dos Correios. O eMail era uma maravilha para a redução de custos, pois economizada custos de impressão e custos de postagem, sempre muito caros no Brasil.  

Os websites mais tradicionais eram feitos para que os internautas navegassem por eles quando estivessem SENTADOS em suas mesas de trabalho.

Os websites mais tradicionais eram feitos para que os internautas navegassem por eles quando
estivessem SENTADOS em suas mesas de trabalho.

Sim amigos, o marketing digital se reduzia a essas poucas coisas. Mas o século virou e chegamos ao ano 2000 e 2001. Veio a explosão da BOLHA DAS PONTO COM, mas, apesar disso a Internet e as Engenhocas Digitais continuaram a evoluir. Até ali vivemos a PRIMEIRA ONDA DA INTERNET.

Naquele momento começava a SEGUNDA ONDA: as condições estavam prontas para o aprimoramento dos sites de Busca (com a chegada do GOOGLE desbancando os buscadores YAHOO!, EXITE, LYCOS, ALTA VISTA e outros), das Mídias Sociais e Blogs (Blogger, Orkut, Linkedin, MySpace, Facebook, Flickr, Vimeo, YouTube, Digg, Twitter, Tumblr, Foursquare e outros) e também dos APPs, os aplicativos (Waze, WhatsApp, Instagram, Messager, Snapchat, Spotfy, Skipe, Google Maps, Apple iTunes e outros).

Parece que agora, 2017 a 2020, entraremos na TERCEIRA ONDA DA INTERNET e, nesse momento, a grande novidade deverá ser a Globalização da Mobilidade. Nesse momento , estamos vendo duas posições opostas: de um lado estão algumas empresas ainda discutem e preferem manter UM ÚNICO WEBSITE que centraliza tudo, dirigido com mão de ferro pelas áreas internacionais de T.I. ou Marketing; e de outro lado, estão as empresas que atuam em REDE COLABORATIVAS usando parceiros de marketing ou T.I. de cada país onde operam, para ter uma SOLUÇÃO GLO-CAL. Essas ultimas, buscam soluções de inteligência de marketing digital para a nova era da mobilidade, levando em conta o status competitivo de cada país. Essas empresas sabem que a concorrência é local, pelo cliente e pelas receitas locais.

2-Como é seu Website?  Como deve ser o seu “m-Site”  (ou os seus “m-Sites”)?

Enquanto muitas empresas ainda discutem se devem ter UM SÓ SITE ou uma SOLUÇÃO DE PRESENÇA WEB, algumas poucas empresas já nos consultam para saber se podemos ajudá-las com SITES RESPONSIVOS, com SITES MOBILE (os “m-Sites”?).

Fato: o website informativo não é mais suficiente para as demandas do marketing digital nessa nova era da mobilidade.
Hoje estima-se que mundo tenha cerca de UM BILHÃO E MEIO DE COMPUTADORES do tipo PC.
E hoje estima-se (tenho dito sempre, PASMEM!!!) que o mundo tenha hoje cerca de CINCO BILHÕES DE APARELHOS CELULARES. Hoje, 2017, mais da metade da população do planeta tem acesso um aparelho celular e, por fim, estima-se que em 2020, pelo menos 4 BILHÕES estarão usando SMART PHONES ao invés de CELULARES comuns. A  população da Terra é hoje de 7,2 BILHÕES DE PESSOAS e temos mais de uma aparelho para cada 2 habitantes do mundo.
Por isso mesmo, a quantidade de pessoas que acessa a internet pelos computadores de mesa, de dentro das empresas já é muito menor que a quantidade de pessoas que acessam a Internet pelos seus “smart phones”.

E quando acessam pelo “smart phone” esses internautas móveis podem receber um CONTEÚDO MAIS SINTÉTICO e muito MAIS OBJETIVO. Agora os criativos precisam redigir e pensar nas imagem com MUITO MAIS CONCISÃO tanto em TEXTO, quanto em IMAGENS (sejam elas fotos, ilustrações, etc) quanto em VÍDEOS (eles precisam ser curtos, breves e impactantes).
Nesse cenário, as Agências agora tem a necessidade de dominar novos conhecimentos assumindo um papel de CRIAR e PRODUZIR mensagens apropriadas para essa nova realidade, para essa Nova Era Global da Mobilidade.

O Internauta ainda pode navegar pelo site SENTADO em sua mesa de trabalho, mas agora as empresas precisam de versões MOBILE dos seus websites (para Smart-Phones e Tablets) para que os Internautas possam navegar “ANDANDO PELAS RUAS”. Os Internautas podem ver o site e na mesma hora fazer uma ligação apenas tocando o dedo sobre o número do telefone da empresa ali no “m-Site)

O Internauta ainda pode navegar pelo site SENTADO em sua mesa de trabalho, mas agora as empresas precisam de versões MOBILE dos seus websites (para Smart-Phones e Tablets) para que os Internautas possam navegar “ANDANDO PELAS RUAS”. Os Internautas podem ver o site e na mesma hora fazer uma ligação apenas tocando o dedo sobre o número do telefone da empresa ali no “m-Site)

Os novos sites, ou m-Sites, já serão criados para o ambiente móvel e não mais para os computadores.  Deles, serão feiras adaptações para os Computadores, que ganharão então mais velocidade de navegação favorecendo os Internautas ansiosos que não perdem nano-segundos para ficar olhando coisas incompatíveis com o seu ritmo veloz de  “caminhar-digitando-pelas-ruas-gesticulando-suas-mãos-como-se-fossem-italianos-e-mantendo-seus-fones-de-“”ouvidos-ligados”. Bem, como dizem os filósofos desses novos tempos: isso é o novo normal! 

Os “m-Sites” agora são feitos para que os Internautas naveguem ANDANDO PELAS RUAS. Seu conteúdo pcisa ser CRIADO com uma nova linguagem privilegiado a CLAREZA, CONCISÃO e IMPACTO.

Os “m-Sites” agora são feitos para que os Internautas naveguem ANDANDO PELAS RUAS.
Seu conteúdo precisa ser CRIADO com uma nova linguagem privilegiado a CLAREZA, CONCISÃO e IMPACTO.

Não vamos aqui falar de tecnologias, mas uma única coisa vale a pena saber: o WebSite tradicional (aquele em que navegamos pelos PCs) e o m-Site (aqueles sites que são feitos exclusivamente para smart-phones) utilizam a mesma URL, com um pequeno ajuste na programação do Front-End, para que o próprio SITE reconheça se o aparelho que está acessando é um COMPUTADOR ou é um SMART-PHONE.
Se é um computador a programação joga para o site “WebSite Tradicional” e se é um celular ou smart-phone a programação joga automaticamente para o “m-Site”. Basicamente a programação faz tudo e conforto é todo para o internauta que navega no APARELHO mais adequado ao seu momento de uso.

Mas, as coisas mais interessantes vão muito além disso. Vão surgir novas possibilidades criativas para as empresas que poderão contar com seus CONSUMIDORES para ajudá-las a fazer VENDAS PARA OUTROS CONSUMIDORES e obter ganhos ou renda extra.

O Magazine Luiza foi a primeira empresa a utilizar essa forma criativa e inovadora de marketing. Centenas e centenas de consumidores da empresa já estão fazendo vendas para a MAGAZINE LUIZA através dos relacionamentos que eles tem com seus amigos e familiares.
Talvez você ache isso muito estranho e ache que é uma coisa completamente fora de propósito, mas o fato é que os clientes da LUIZA já estão participando e vendendo. Ou seja, já está acontecendo e, provavelmente, daqui há alguns anos isso poderá ser considerado uma coisa muito natural e normal.

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Enfim, amigos, o tema Internet Móvel é a sensação da TERCEIRA ONDA DA INTERNET. Estou indo a LONDRES participar de um eventos especial sobre a MOBILIDADE E SEU IMPACTO PARA AS MARCAS GLOBAIS. Não vai faltar eventos sobre o tema. No Brasil, teremos a MOBILE’BRAZIL CONFERENCE no mês de Maio de 2017.

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Maiores informações sobre a MOBILE’BRAZIL CONFERECE: http://mobilebrazilconference.com.br/

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Texto de: Augusto Nascimento, Consultor de Branding e Marketing da Innovax-BBI Consultoria, do Grupo BBI. Ficam autorizadas cópias para fins de divulgação um-a-um (exceto publicação), desde que citado este site como fonte, bem como o autor do artigo. Para contatar o autor, ligue para (11) 2338.4939 ou então envie mensagem através do formulário deste site.